6 instalações de luz para celebrar o Património

O projeto ALUMIA foi criado para trazer uma nova luz ao Centro Histórico do Porto e celebrar os 20 anos da sua classificação como Património Mundial.

Entre Dezembro de 2016 e Junho de 2017, a PortoLazer vai dinamizar o centro da cidade com um conjunto de atividades culturais que exploram a temática da iluminação e da sua relação com o espaço público.

O primeiro momento do ALUMIA tem início no dia 5 de dezembro, data que coincide com a celebração dos 20 anos da classificação do Centro Histórico pela UNESCO. Nesse dia, serão inauguradas seis instalações de luz resultantes de convites a artistas e coletivos, e criadas propositadamente para cada local, num trabalho de intervenção e diálogo com o património.

Quando a noite chegar, deixe que a luz alumie o caminho e descubra o Centro Histórico como nunca o viu.

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INSTALAÇÕES:

1.KALEIDOTREE
Autoria: Openfield
Local: Jardim da Cordoaria

Kaleidotree recorre ao efeito caleidoscópio para transformar a luz através da sua quebra e com isso criar um ambiente de fantasia. O resultado é uma luz quebrada, dispersa, programada com intensidades, tempos e temperaturas de cor variáveis. Esta instalação, constituída por 57 luminárias, integra-se nas árvores do Jardim da Cordoaria como um “fruto” que há noite se transforma e ilumina o jardim com magia. Este é um convite à experiência noturna que provoca o imaginário ligado à nossa infância.

2.ECLIPSE
Autoria: FAHR 021.3
Local: Largo do Amor de Perdição

Eclipse assume-se como um objeto estranho que interfere com a leitura espacial do Largo do Amor de Perdição (junto à antiga Cadeia da Relação). A forma de justaposição de tubulares desta peça permite alcançar várias perspetivas sobre a luz através da esfera que apresenta e da textura que a compõe, configurando assim uma nova experiência de espaço público. Durante o dia, Eclipse tira partido da luz natural, e no período noturno recorre à luz difusa, artificial, que pauta a cidade.

3.EVERY WALL IS A STATEMENT
Autoria: Tiago Casanova
Local: Clérigos

Every Wall is a Statement inspira-se no contexto do património edificado, entretanto desaparecido, do local em que se insere, reconhecendo a Muralha Fernandina que terá pautado até 1987 a zona dos Clérigos. O uso do azulejo (serão utilizados mais de 1.500) decorre da relação que faz com os elementos constituintes e identitários da cidade. Pretende-se uma experiência mais introspectiva do que propriamente física, embora o alinhamento do muro contiguo à antiga muralha, na praceta adjacente à Torre, crie uma certa barreira visual que evoca a reflexão sobre a liberdade e a construção intemporal de muros sociais e económicos.

4.START
Autoria: Diogo Aguiar Studio
Local: Largo dos Lóios

Start explora a escala urbana e novos enquadramentos sobre o edificado do Largo dos Lóios. É uma peça simultaneamente abstrata e figurativa e a sua formalização resulta da subdivisão geométrica de um icosaedro em vinte partes iguais. Apesar da ideia de leveza, a peça tem um peso de quase 4,3 toneladas. No período diurno, Start tira partido do desenho em movimento das sombras projetadas pelos doze braços intersectados pela luz solar e, durante a noite, recorre à luz artificial, branca e estática, para representar uma paisagem congelada, fractal.

5.WHEELS
Autoria: Isabel Barbas + Cooperativa Árvore
Local: Estação de São Bento

Wheels é uma instalação que se relaciona com o espaço público cosmopolita em que se insere. Alude às simbologias do movimento, da circulação e da viagem associadas à Estação de São Bento. Ilumina-se através da reflexão de focos de luz do espaço urbano (flashes, faróis, etc.) pelas bandas refletoras dos módulos de sinalização de trabalhos na via pública. Sete círculos de cor fluorescente, com LED, celebram os Cem Anos da Estação.

6.ELEGIA
Autoria: Garcia e Albuquerque
Local: Bairro da Sé

Elegia explora a luz através de plataformas circulares que são colocadas em algumas das empenas do Bairro da Sé. Simplicidade e impacto apresentam-se como as premissas que caracterizam esta instalação. A leitura do seu conjunto e a perceção visual do bairro é possível de longe, permitindo a contemplação da intervenção desde fora do bairro, não deixando de incluir e convidar ao percurso pelo bairro.